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Page history last edited by Thais Natali 2 years, 10 months ago

 

 

 

Meu DOSSIÊ - Estudo de Caso - 2009

 

Vou relatar neste trabalho a minha experiência que estou tendo neste ano letivo de 2009. Em primeiro lugar na minha escola não há nenhum caso de NEEs, pelo menos não com laudo. Temos muitos problemas de aprendizagem, devido a abandono familiar, falta de tratamento médico adequado, descaso da sociedade, mães usuárias de drogas, violência familiar, desnutrição. São muitos casos mesmo, pois é uma região do interior onde o descaso o abandono e a falta de recursos básicos são visto de modo natural.

Esta minha aluna tem uma condição família mais privilegiada, sua mãe é bem presente na sua vida. Até por este motivo, aos sete anos ela foi encaminhada para a Apae no município de Taquara, onde por aproximadamente quatro anos ela frequentou as aulas de alfabetização. Sua mãe relata que foi por causa de uma doença que ela ficou com sequelas, tendo convulsões mais tarde, uma espécie de retardo mental, ela tem hoje 14 anos, mas suas atitudes são de uma criança de 9 anos.

Após este período ela foi encaminhada para a escola normal, onde começou a freqüentar a antiga primeira série, atual 2º ano. Da Apae ela só trouxe uma avaliação descritiva que relatava alguns aspectos como o seu interesse pela escrita apesar do seu ritmo ser pouco lento. Mantém certa resistência a leitura, devido ao medo de errar ao se expor. Relatava que ela identifica as letras e os números, todavia necessita acompanhamento a fim de concluir o processo de alfabetização. Na parte psicomotora tem uma compreensão nas atividades e demonstra muito interesse nelas. Participa de todas as atividades propostas pelos professores e tem um bom desenvolvimento motor. Adora futebol.

Hoje esta aluna está com 14 anos e freqüenta a 4 série, ela é muito esperta ao ser questionada, gosta de participar dos debates e tem respostas coerentes aos assuntos. Tem bom relacionamento com os colegas na maioria das vezes, todos respeitam muito ela e ajudam sempre que precisa.

Mas sua dificuldade em ser alfabetizada ainda existe, ela só lê com a ajuda da professora juntando sílabas simples. Confunde-se nas letras do alfabeto e sons, não escreve nenhuma palavra sozinha. Suas provas e trabalhos são orais, assim ela acerta a maioria das questões.

Em matemática tem mais facilidade, resolve cálculos simples sozinha, reconhece quantidades e números até 100.

Bom esta aluna no modo legal na escola não é vista como inclusão, apesar de toda a sua dificuldade.

 

 

Segunda semana de observações e estudos...

 

Trabalho atualmente na Escola Municipal de Ensino Fundamental Arlindo Martini,  localizada no interior de Taquara, cerca de 20 Km do centro, uma escola que atende do 1º ano a 4ª série. Esta escola possui 60 alunos,  4 professoras, 1 servente e 1 merendeira. Neste ano estou trabalhando com uma turma de 4ª série com 10 alunos, e uma turma de 1º ano com 13 alunos. Nossa escola não possui nenhum aluno com deficiência física, embora, após a reforma da mesma ela tenha recebido banheiros adaptados, mas não adaptaram as salas de aulas e nem o refeitório. Dificilmente um cadeirante entraria pela porta da sala de aula visto que ela é muito estreita. Também não temos nenhum aluno com acompanhamento de psicólogos, psicopedagogos, fonodiólogos, ou outro atentimento especifico. Ao meu ver, não que ninguém precise, mas acho que existe uma ordem de necessidades, por causa das poucas vagas que o município tem. Mesmo que outro dia conversando com minha supervisora ela relatou que o custo para o município nesse tipo de atendimento é muito alto. E sendo uma escola do interior as coisas ficam mais caras ainda, devido ao transporte. 

Como relatei na aula presencial, uma vez uma psicopedagoga foi lá e vez uma pequena avaliação em alguns alunos que estavam a 3 anos numa mesma série, e o resultado foi que o problema é mas social do que cognitivo. Até concordo com ela, mas vejo que quando o lado social atrapalha o lado cognitivo, o problema passa a ser o mesmo. É mais fácil para nós profissionais trabalharmos com o cognitivo do que o social, visto que não podemos interferir nas suas condições de vida. O que não podemos fazer é deixar passar, desistir desses alunos, igual vejo em muitas escolas.

Como relatei no trabalho anterior, tenho uma aluna com 14 anos na 4ª série, que não lê e nem escreve sozinha. Já estudou na APAE, mas não possui nenhum laudo de lá explicando suas necessidades, a mãe é bem presente e sempre relata as necessidades da filha assim como todos os aspectos e sua história. Aí eu pergunto neste ano, ela provavelmente sai da nossa escola, pois ela está avançando nas séries fazendo suas provas oralmente, ela assim obtém a nota mínima para aprovação (50) - que eu acho muito baixa. Mas hoje ela estuda numa turma de 10 alunos, onde há amizade, respeito, não sofre discriminação, eu posso sentar todos os dias ao lado dela e ajudar nas suas dificuldades. E depois quando ela ir para uma escola maior, na 5ª série, com 30 alunos, muitos desconhecidos, com vários professores, com muito conteúdo, até quando ela vai continuar avançando? Eu li os textos indicados, e conversei com algumas colegas da escola, mas isto ninguém pode me responder...Fico na dúvida!

 

    Terceira Semana 

 

Analisando o meu município quanto ao atendimento de educação especial pude perceber que a secretaria tem atenção quanto às necessidades e procuram fazer o possível para o atendimento. Já na realidade das escolas em geral, inclusive falo pela minha, falta o atendimento mais intensivo. Mesmo como já mencionei aqui que não tenho nenhum aluno diagnosticado como inclusão, nós professores percebemos a necessidade de alguns encaminhamentos.

Neste final de mês eu troquei de escola, estou trabalhando em outra escola perto da antiga, ou seja, a realidade não muda muito, é uma região muito pobre do interior, mas uma escola bem amparada com muitos materiais e professoras maravilhosas. Estou na direção da escola e, portanto sem alunos em sala de aula, mas com todos na responsabilidade. É uma escola com 70 alunos, sendo que nenhum tem diagnostico como inclusão e nenhum tem acompanhamento especializado. Mas logo notei 5 alunos que conforme relatos das professoras poderiam ser encaminhados para uma assistência. São alunos com dificuldades de aprendizagem e um com problemas graves de saúde, ele tem problemas nos rins, bexiga, intestino e passa a maior parte do tempo internado em hospitais.

Eu estou um pouco perdida ainda, em começar em uma escola nova com alunos novos, comunidade e professoras. Preciso me adaptar e assim prosseguir nas minhas observações.

O meu município, então costa com 50 vagas na HELFEN, escola especial para alunos, de todas as síndromes, que atende toda região. E 30 vagas na APAE.

O que é muito pouco, pois são mais de 40 escolas em Taquara, sendo que só na minha preciso encaminhar 5 alunos urgente. Como ficará?

Bom, na minha escola já esta sendo montado um projeto para a criação de uma sala de recursos para atender estes alunos e outros com dificuldades leves. Já compramos materiais, livros e tenho uma professora que esta concluindo o Pós em inclusão pela FACCAT. Já marcamos com o secretário de Educação para apresentar o projeto, e em fim conseguir que a professora o ponha em prática.  

No mais estou analisando um aluno para descrevê-lo aqui....

 

 

Quarta Semana

 

 

Bom, comecei o meu dossiê falando de uma menina da minha antiga escola com dificuldades de aprendizagem, e continuo o meu trabalho com um menino da minha escola nova onde o caso é até mais grave, pois a situação financeira da família é bem precária, situação que na outra família era melhor, e o apoio familiar também é bem difícil. É um menino sozinho, carente de muitas coisas, mas um menino cativante que todos na escola gostam dele.

 

Estudo de Caso

Quinta Semana 

 

Nome: Paulo da Silva (Fictício)

Idade: 10 anos

Data de nascimento: 08/12/1998

Série: 2º ano (repetindo pela 4ª vez a série de alfabetização, 2 anos na 1ª série e 2 anos no 2º ano).

→A situação sócio econômico dele é precária. Só o pai trabalha na pedreira e seu irmão mais velho. Na casa moram o pai e a mãe e mais 5 filhos. Os 2 filhos mais velhos saíram de casa.

→A família tem relacionamento complicado, onde há alcoolismo e até uso de drogas por parte do pai.

→Sua maior dificuldade é na fala, apresenta fala infantilizada com muita troca de letras, sendo que alguns sons ele não consegue pronunciar.

Exemplo: Larissa – Larica

Joguinho – jodinho

Vassoura – bacoura

Grazi – zazi

 

→Ele se encontra na fase silábica-alfabetica, se a professora faz o ditado das palavras falando as sílabas corretamente ele consegue escrever. E se vai escrever sozinho a dificuldade de falar o atrapalha na escrita.

 

Ele já foi encaminhado para a Smec, para uma avaliação, mas ainda não teve, faz 4 anos que estamos esperando. O que ajudou ele foi às aulas de reforço dadas na sala de recursos multifuncional. Mas como neste ano ainda não está funcionando a sala de recursos, estamos esperando para poder ajudar este aluno e demais.

 

 

 

Continuando o Estudo de Caso - Sexta Semana 

 

Nesta semana eu conversei com o aluno e fiz algumas perguntas com ele, nosso diálogo foi assim:

O que você mais gosta de fazer na escola?

Desenhar e escrever. E andar de balanço.

 

O que mais gosta de fazer fora da escola?

Jogar bola. Brincar com a Poliana de cabana. Olhar Tv (Scooby Doo e Chaves), descreveu o episodio de Acapulco do Chaves.

 

O que te deixa mais feliz?

Olhar filme.

Ele disse que ganhou uma cabrita e esta muito fez por cuidar desta cabrita.

 

Sobre o que tu gostarias de estudar?

Aprender a ler. A fazer contas.

 

Aí depois pedi para ele desenhar uma criança estudando. Ele desenhou muito bem e depois me relatou o seguinte:

É uma escola. O menino está chegando e tem a cadeira e a mesa. Ele vai tirar o caderno e fazer a data. Depois vai fazer folhinha.

 

OBS:

 

Notei que ele é um menino bem esperto, pela própria vivencia dele, ele tem senso de humor e responde tudo com muita espontaneidade e é bem participativo. Às vezes nós da escola achamos que ele acabou se acostumando a conversar desse jeito, e os colegas também a ouvi-lo assim. Às vezes algumas palavras ele fala certo e em outros momentos fala errado. Para ter uma ideia de tanto ele chamar a “Sora” – professora – de “cora”, que os próprios amigos se deixar acham assim também. E a amiga Larissa que ele chama de Larica também é o mesmo caso, se deixar todos chamam ela assim.

 

Bom já falei aqui sobre a história de vida do aluno e sobre as consultas médicas ou atendimento, é um pouco triste essa parte, pois como quase todos os alunos do interior e até mesmo os da zona urbana com baixa renda, são excluídos do bom atendimento. Os pais desse aluno aos 2 anos atrás levaram ele ao médico – pelo SUS – e o mesmo disse que o aluno não tinha nada na fala, que com o tempo ele iria aprender. E na Secretaria de Educação ele está esperando uma vaga para ser encaminhado para a Fonodióloga. O que deixa feliz é que agora estamos pondo em pratica a nossa Sala de Recursos Multifuncional, que será de grande ajuda para este aluno e os demais. Assim esperamos que ele consiga mais vitórias, pois no turno inverso ele terá aulas com uma professora especializada em inclusão.   

 

 

Primeira semana de Junho - Sétima Semana de Estudos

 

 

  

Este aluno é muito querido por todas as professoras da escola, tanto ele como seu irmão também, como já relatei a história de vida dele é bem difícil, e sempre ajudamos a família. Mesmo com tantas dificuldades a mãe é bem presente e procura dar educação e disciplina para eles. É uma família bem grande e com um número bem grande de inclusão, pois todos os irmãos têm dificuldade de aprendizagem. O irmão que ainda estuda na escola tem 14 anos e está na 4º série, ele tem dificuldade de aprendizagem, tem raciocínio lendo, quase não conversa com ninguém, tem dificuldade de em ler e escrever. As professoras mais antigas contaram que toda a família foi assim, ela teve 5 filhos que já estudaram lá, e todos com dificuldades semelhantes.

Embora o meu estudo de caso seja, a principio, mais um problema de fono do que cognitivo. Pois muitas vezes quando a professora dita a palavra bem devagar fazendo os sons, ele consegue escrever corretamente. O problema é quando ele mesmo precisa pensar na palavra, ai ele não consegue.

As vezes ele muda o seu comportamento, fica agressivo e bate nos amigos, e outros dias conversa muito em sala de aula e não faz os temas. Vem muito agitado e chora.

Ele gosta de pintar, é bem caprichoso nos estudos e trabalhinhos, gosta de ajudar os outros, recorta bem, cola com habilidade. Gosta de participar das brincadeiras e jogos, ouve com atenção as historinhas, sabe responder todas elas oralmente e gosta de participar, tem um bom envolvimento e opinião própria.  

 

 

Oitava Semana de Estudos 

 

 

Nesta semana que passou assisti a uma aula desse aluno na sala de recursos multifuncionais, a professora iniciou a aula conversando com ele, o clima era muito bom, eles tem muitas afinidades, e noto uma amizade muito grande entre eles. Após ela propôs que ele lesse algumas palavras e ele gostou, ela começou mostrando a palavra BOI, ele acertou pois ela vez o som da letra B e ele leu. Pediu para ler a palavra FORMIGA, mas está ele só conseguiu com a ajuda da professora e mesmo assim leu CÃMIDA. Depois ele separou todas as palavras SCRIPTS das CURSIVAS, e quis ler somente as primeiras, ao ser questionado se não dava para ler as outras palavras ele as pegou com dúvidas. A professora questionou se os números davam para ler, e ele disse que achava que sim. Logo depois disse que não pois faltava outra letra como “EEEEE” . Ela colocou alguns símbolos entre letras para ver se ele juntaria uma palavra.  Ele associou assim; símbolos e letras:  ∆ = A,  Ø = O,  Π = TI ,  ۷= i . misturou os símbolos com as letras e formou uma palavra, leu assim: AOGET, depois misturou novamente com outros símbolos e leu outra palavra, TEOI.

Quando a professora ditou algumas palavras dizendo sílabas por sílabas, ele ouvia e reproduzia a palavra, algumas que ele escreveu:

MATO

CABITA

PILULITO

PAO

ACABITA -COMEU-MATO.

 

 

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OBS: 

Este meu estudo de caso tem um irmão que é aluno de nossa escola na 4ª série, ele também tem dificuldades de aprendizagens bem marcantes, ele aprendeu a ler no ano passado quando uma professora descobriu que ele gostava de desenhar, e fazia isto muito bem.

Ele estava com baixa auto estima devido a tantos fracassos e pela própria realidade dele, mas ao descobrir sua paixão pela arte a professora pode trabalhar dessa forma com ele. Hoje ele pinta quadros brilhantes, até levei algumas pequenas telas que ele pintou na secretaria de Educação, para uma pequena exposição.

Ele ainda tem dificuldades, quase não fala, é triste, está sempre longe, ele tem 14 anos e agora que está na 4ª série.

Nesta semana ele estava na sala de recursos multifuncionais com a professora e eu assisti um pouco dos trabalhos dele, ele estava fazendo um livro sobre a vida de Monet (seu pintor preferido), estava escrevendo e desenhando muito bem.

 

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“Avaliação”

 

Falar em avaliação em qualquer parte da educação é sempre um desafio para nós professores, pois como diz o texto, sempre que somos observadores colocamos o nosso ponto de vista diante o caso.

Então avaliar alunos em condições de desvantagens (ainda que temporária), é sempre mais delicado ainda, pois ainda estamos aprendendo a conviver com a diferença, e esta convivência significa contribuir para a formação da vida do sujeito e de nós mesmos.

Para haver a inclusão na escola, ela precisa estar bem clara do seu papel e suas funções diante do que se quer. Inserção dos alunos na escola requer o envolvimento da mesma.  A escola que não se envolve que não tem seu papel bem claro, não está de fato incluindo. Ela precisa pautar ações que vai além da sua mera transmissão de conhecimentos.

Contradições do texto e a realidade vejo que são poucas, o texto trabalha bem na realidade e não numa utopia de Educação. Como falei, a escola precisa estar envolvida para haver inclusão, e isto exige um esforço e uma reflexão de todo o coletivo sobre os objetivos educacionais, os quais deverão envolver os alunos como um todo, não adianta um só querer, a escola é de todos e para todos.

Mas é claro que como diz o texto: Uma das primeiras angústias apontadas por eles é a respeito da falta de qualificação para tratar com este “tipo de aluno”. Além disto, apontam para a incapacidade da escola no atendimento destes alunos, no que se refere a recursos humanos e equipamentos. Relatam que se sentem atemorizados diante da possibilidade de receberem alunos com inúmeras dificuldades para a aprendizagem, em relação aos demais.

E eu colocaria que nós professores não nos sentimos aterrorizados diante estes aspetos, mas sim cansados, não choca mais a realidade, mas noto que estamos todos cansados, pois a caminhada muitas vezes é solitária e cansativa. E nós estamos fazendo o melhor para e pela inclusão.

Observar o aluno durante este tempo foi muito bom, porque não existe receita de diagnósticos, ou seja, um laudo que diga tudo sobre aquele tipo de problema é preciso olhar o desenvolvimento individual, só é possível perceber os outros pontos de vista ao entrar em contato com eles.

Este aluno que observei está no 2º ano (no ensino de 9 anos) e portanto sua avaliação é através de parecer descritivo. Mas todo o aluno em condição de desvantagens é feito as notas normais, mas também um parecer descritivo, junto com a coordenadora da sala de recursos multifuncionais, pois assim ele terá maiores conhecimentos de suas etapas, o que ajudará o professor e o aluno. De acordo com as necessidades dos alunos a avaliação pode ser feita oralmente.

O processo de avaliação envolve as habilidades intelectivas, as adaptativas, as afetivo-emocionais, físicas/de saúde e as condições ambientais, para determinar o nível e a intensidade dos apoios a que as pessoas fazem juz para prosseguirem, com sucesso, seu processo educativo, de desenvolvimento e de aprendizagem. Eu preciso dar suporte para o meu aluno poder progredir, a sua avaliação depende muito do apoio que ofereço ao aluno.

A escola precisa estar voltada para autonomia, de seus atos e suas oportunidades. A escola precisa tratar alunos especiais de forma diferente sim, pois uma pedagogia que trata todos iguais produz o fracasso. Ensinar para aprender é proporcionar ajuda adequada e no momento específico para facilitar que o estudante vá construindo seu próprio conhecimento.

  

 

 

 

 

Comments (13)

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 8:40 pm on Apr 8, 2009

Olá Thais, fizeram diagnóstico para o problema de leitura?pode ser que tenha dislexia.Além da ajuda de vocês professores, tambem, acredito que é muito importante o apoio da familia, que por sorte, como tu falas, esta menina tem.
Abraços
Maria del Carmen

Thais Natali said

at 4:21 pm on Apr 10, 2009

Professora,
Acho que o problema, segundo mãe, foi uma doença que deu quando ela era pequena, e devido a febre muito alta ela teve convulções, o médico explicou que a cada convulção dada na pessoa ela deixa algum sintoma reversivel, mas depois da terceira os danos são irreversível. E ela teve 4 convulções seguidas, assim ela ficou como um retardo mental, ela tem o comportamento de uma menina de 10 anos as vezes e outras vezes ela quer ter 14 anos, é um dilema para ela isto.

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 1:03 am on Apr 21, 2009

Thais, com certeza , nunca devemos desistir de nosso aluno, devemos de usar de nossa criatividade para despertar sua curiosidade, vontade de aprender.
Abraços
Maria del Carmen

liliana said

at 9:03 pm on Apr 23, 2009

Thais
gostei do teu relato, e também da tua reflexão...até quando ela vai continuar? essa pergunta se aplica a todos nós..até quando? para aprender temos a vida..enquanto temos um sopro de vida estamos aprendendo...o limite deveria ser algo nosso...e não que outros nos digam...nós definimos o que queremos e até onde...isso se chama auto-determinação e é um direito que não pode ser alienado...é a base do que nos torna humanos...não achas?
bjs
lili

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 11:21 pm on May 5, 2009

Olá, Thais, na verdade é um grave problema que essa menina vai enfrentar. Como tu bem colocaste ela esta num universo restrito, com poucas pessoas ao seu redor, fica mais facil a convivência . Gostaria de saber que intervenções foram feitas para a menina aprender a ler?, quem sabe tentas utlizar materiais que ela gosta?, nos conta mais sobre isto.
Abraços
Maria del Carmen

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 11:40 pm on May 5, 2009

Thais pelo teu relato vemos que o teu municipio esta tentando se aparelhar para dar um melhor atendimento aos alunos PNEEs. Nos falas que na tua escola estão com um projeto para ser aplicado, podes nos contar mais sobre isso?
Abraços
Maria del Carmen

Thais Natali said

at 10:33 pm on May 6, 2009

Sobre o caso da minha aluno, como relatei, eu sai dessa escola, mas nós trabalhavámos assim com ela: na sala de aula ela acompanhava as aulas e fazia as avaliações oralmente, assim ela sempre conseguia a média , e no turno inverso uma vez por semana ela tinha aula de reforço com uma psicopedagoga para a alfabetização. Ela deve estar neste mesmo processo. Mas lembro que somente este ano ela está tendo reforço, nos outros anos ela não teve.

Thais Natali said

at 10:39 pm on May 6, 2009

Sobre a sala de recursos da nova escola, é um projeto para atender estes alunos com dificuldades de aprendizagem, na escola tem 5 crianças bem graves, duas com 13 anos e cursando o 3ª ano, sendo ainda alfabetizados nesta série. Estes alunos não tem acompanhamento nenhum, assim surgiu a ideia de trabalharmos neste projeto, onde atenderíamos estes alunos no turno inverso com uma professora que esta terminando a Pós em psicopedagogia. É para dar reforço mas com enfoque na inclusão, compramos livros especializados e jogos de alfabetização, material dourado, alfabeto móvel, CDs para computador com jogos...

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 9:21 pm on May 12, 2009

Oi, Thais, quando tu colocas; "dar reforço mas com enfoque na inclusão", como fazem isso?, que tipo de trabalho é feito?.
Abraços
Maria del Carmen

Thais Natali said

at 8:52 pm on May 13, 2009

A sala de recusos multifuncional...professora tenho um projeto muito legal que estamos desenvolvendo na nossa escola, ainda faltam alguns recursos e estamos batalhando para consegui-los...eu posso te mandar pra vc ter uma ideia do que se trabalha, te amndo pro teu e-mail porque não quero que divulguem este trabalho na internet...então fica entre nós pode ser?

Maria del Carmen Cabrera Martins said

at 8:41 pm on May 31, 2009

Tahis, com certeza podes me enviar que não comentarei com ninguem. Se tiveres oportunidade em falar com a familia podes ver se eles falam assim, pode ser esse o caso. De agora em diante vai postando tudo que observes dele. Vou ficar aguardando, quando comecem a atende-lo na sala da recursos, usando novas estratégias pode desenvolver melhor a fala e a parte cognitiva.
Abraços
Maria del Carmen

Thais Natali said

at 8:07 pm on Jun 1, 2009

Oi professora nesta semana a sala de recursos começou a ser utilizada, e este aluno, entre outros terá aulas lá duas vezes por semana com uma professora especializada, mas ainda estou lutando por uma fono para ele. A primeira coisa que fizemos diante a um problema é chamar os pais e entrevista-los, assim pudemos diagnosticar alguns casos logo de inicio, a professora sabe que muitos casos se resolve primeiro dentro de casa. Mas este caso não, fora a linguagem local, ele apresenta muitas dificuldades na fala, algo que somente uma fono para ajuda-lo no momento. Mas agora é uma questão de tempo para conseguirmos encacha-lo numa vaga. O que a escola pode fazer por ele esta fazendo no entanto ele teve uma melhora muito grande neste ano, como já relatei, ele está no silábico alfabético, e tem o caso que escrevi na semana passada, que minha preocupação agora é que acho que ele mesmo já se acostumeou em falar assim e os clegas também já se acostumaram até a professora já entende ele assim e nem corrige mais.

liliana said

at 11:37 pm on Jun 24, 2009

Oi Thais

como esta indo o aluno na sala de recursos? nao tive tempo antes de entrar no teu dossie, agora que percebo teu comentario.
quero te parabenizar por teres concluido este trabalho com tanta dedicação e qualidade..parabens...percebo que este assunto te instigou muito e isso é muito importante para mim!
abraços
liliana

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